Resumo do post

Uma dúvida comum no processo de pintura é tentar otimizar etapas juntando estudos diferentes em uma mesma folha. Este texto aborda por que estudo de cor e estudo de textura têm objetivos distintos dentro do Método POP e como misturá-los compromete o foco, a clareza e a eficiência do processo.


Contexto real da dúvida

Durante o desenvolvimento de uma pintura em aquarela, a aluna realizou o estudo de cores e, no mesmo exercício, aproveitou para testar texturas. A dúvida surgiu ao perceber que talvez estivesse misturando funções e etapas diferentes do método.


Pergunta literal do aluno

Oi gente! Feliz Natal! 🎄
Conforme prometido no nosso último encontro, estou trabalhando na aquarela do meu Motorhome, mas me surgiu uma dúvida: fiz o estudo de cor e já aproveitei o mesmo para fazer o estudo de textura.
Tudo bem fazer assim? Ou seria melhor fazer um outro, só de texturas?
Obrigada!


Nó central da questão

A dúvida não é sobre “poder ou não poder”, mas sobre clareza de objetivo.
Quando o aluno mistura estudos com finalidades diferentes, ele perde foco, cansa mais e aprende menos em cada etapa.


Princípio do Método POP envolvido

Cada etapa do método existe para treinar uma habilidade específica.
Misturar etapas enfraquece o aprendizado e dificulta a tomada de decisão consciente.


Resposta do B.frêma

Fala Maria, tudo bem?

Essas duas etapas têm focos completamente diferentes. Pense em cada uma como uma habilidade específica que você precisa treinar de forma consciente. Quando você mistura as duas, o foco se dilui e o desgaste aumenta sem necessidade.

O estudo de cor tem uma função bem clara. Definir a atmosfera geral da obra, se ela tende mais ao quente ou ao frio. Testar harmonias, ou seja, as combinações de cores que você pretende usar nos diferentes elementos. E verificar o funcionamento da sua paleta dentro daquela cena.

Já o estudo de texturas serve para outra coisa. Entender como executar as texturas no papel. Papel seco ou úmido, que tipo de pincel usar, como a tinta reage, se a textura pede uma execução direta ou construída em camadas, com secagem entre elas.

Quando você mistura os dois estudos, o processo fica mais complexo, menos objetivo e menos funcional. Você deixa de testar bem cor e deixa de testar bem textura.

Por isso, não recomendo fazer os dois juntos. Separe as etapas e trate cada uma com o foco que ela exige.


Observação final de maturidade

Estudos não existem para “adiantar a pintura”. Eles existem para isolar problemas.
Quando cada estudo resolve apenas uma variável, o artista aprende mais rápido e erra menos na execução final. Economia de tempo vem da clareza, não da junção de etapas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

loading...